Paula Davis

Meu nome é Paula Davis. Não, o sobrenome não tem nada a ver com a Copa Davis de Tênis e nem com o jazz maravilhoso de Miles Davis. Meus pais nasceram na Letônia e me disseram que a origem do sobrenome é bíblica, vem do nome hebráico “David”, que pode ser traduzido por o querido, o amado, a querida, a amada.

Aos 12 anos de idade recebi um livro que meu pai havia recebido de sua mãe chamado “A Ponte Prateada” escrito por Manfred Kyber, um autor do início do século 20, pouco conhecido hoje. Mais tarde eu soube que apesar da insistência de minha avó ele não havia lido o livro.

Talvez tenha imaginado que era uma história para crianças – o nome original do livro em alemão era “As três luzes da pequenina Verônica” – pois falava da experiência de uma menina que conversava com seus animais, com as fadas e com os faunos, o que para os leitores distraídos acaba passando por uma fábula para crianças.

Mas a história de Verônica não era exatamente assim, era uma fábula para crianças e adultos. Esse livro me abriu a cabeça muito cedo para a presença da vida e da morte e me despertou para buscas espirituais que me conduziram durante toda a minha vida até este momento.

Na Faculdade fui amiga e namorada do Fred, depois rebatizado de Passenger por Thomas, mas os dois não se conheceram nessa época. Tivemos um namoro rápido que se transformou depois em uma amizade para toda a vida. Eu via na porralouquice do Fred o meu avesso. Nunca entendemos muito bem porque nos graduamos em Jornalismo, parece que foi apenas uma estrada para nos conhecermos.

Thomas, meu amigo também desde esses tempos de Faculdade, costuma resumir o meu envolvimento com esse mundo espiritual de uma forma bem carinhosa, me qualificando simplesmente como bruxa.

Eu o perdoo, ele não sabe o que diz, eu o amo e sei que ele me ama, que sente carinho pela minha espiritualidade, apenas não entende.

E além disso, por falta de informação, ele não sabe que muitas pessoas antigamente consideradas bruxas hoje navegam tranquilamente por trás dos códigos binários que asfaltam a estrada por onde ele caminha.