MOMENTO

 

Era hora de olhos dormindo, Joana, e os nossos lábios se abriram para o beijo, era hora de mãos se despedindo, e os nossos corpos se procuraram para o encontro. A seda  que acariciava o corpo se desprendeu e a lua desenhou na parede o contorno dos nossos corpos.

Quando retornamos da viagem não tínhamos as carnes cansadas, não havia rugas em nossas mãos. Os nossos olhos eram de crianças que brincavam de ciranda e se deslumbravam diante de seus corpos nus projetados na penumbra da varanda.

Nos despedimos quando a madrugada que era nossa já ia embora e a manhã começava a nascer. O sol atira agora os seus primeiros raios em meus olhos mas as ruas rescendem a sereno de uma madrugada até a pouco viajada.

Pela calçada ensolarada caminho com você ainda dentro de mim.

 

 

 

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