BAILE DE MÁSCARAS

Fui a um Baile de Máscaras, e na porta uma mulher mascarada pediu uma senha. Estranhei um pouco, ela deveria me reconhecer mesmo com a máscara, mas respondi: 189174201121629. Ela pesquisou no Google e me autorizou a entrada.

Despergunta para a pivete do skate: bom saber que a mulher na festa era você. Hoje multiplicada, multifacetada. Em homens e mulheres. Com o verbo sempre pronto a deslizar sobre o fio esticado. Sem medo de cair. É a vida. É você.

Esse seu desfazer-se na escrita, atrevida, sem medo de marcas, de sangrar. Me deu a impressão, mas pode ser engano meu. De qualquer forma foi bom te encontrar de novo por esses salões.

Quando entrei a festa estava apenas começando. Passei então para um outro salão, imenso e vazio. Parecia que todos já haviam ido embora, mas veio outra mascarada e pediu a segunda senha. Mandei a mesma, sem hesitar, e ela apontou para uma porta. Entrei e estavam todos lá, mascarados, me esperando.

A festa estava apenas começando, parecia ser para mim. Quando entrei todo o ruído desapareceu, comecei a enxergar tudo em câmera lenta, e voltaram os flashbacks, a mulher da praia…